Versão para Impressão
Enviar por email
15/10/2008
Font: Terra - Notícias Polícia
A Justiça Federal dediciu prorrogar a prisão temporária do empresário Marcos Valério e de seu sócio Rogério Lanza Tolentino por mais cinco dias. Os dois foram presos, na última sexta-feira, durante a Operação Avalanche da Polícia Federal.
Segundo a juíza Paula Mantovani Avelino, a prorrogação da prisão dos dois é necessária porque os interrogatórios com os dois suspeitos foram realizados antes da análise de todo o material apreendido.
Valério é suspeito de participar de um esquema de espionagem para favorecer a Cervejaria Petrópolis, a qual ele prestaria serviços de consultoria. De acordo com as investigações, o grupo de Valério tentava, por meio de delegados federais, desqualificar o trabalho dos fiscais Eduardo Fridman e Antonio Carlos de Campos Moura, da Receita Estadual de São Paulo, que multaram a empresa em R$ 104 milhões.
A diretoria da Cervejaria Petrópolis admitiu, em nota, que o presidente da empresa, Walter Faria, e o empresário Marcos Valério eram amigos, mas negou participação em um esquema para difamar dois agentes fiscais paulistas.
Em nota, a diretoria negou que Marcos Valério ocupe ou tenha ocupado "qualquer cargo na diretoria ou no conselho de administração" da cervejaria. Segundo a nota, por sua relação de amizade com Faria, Marcos Valério apenas teria ajudado o dono da empresa "a obter uma área no Estado de Minas Gerais, onde a Petrópolis pretende construir e instalar mais uma unidade fabril".
Além de Marcos Valério, outros 16 foram presos pela Polícia Federal durante a Operação Avalanche, que investiga três núcleos criminosos: o de extorsão, o de fraudes fiscais e o de espionagem.
Redação Terra